Microcefalia: aborto é necessário?

Foto: xcarolinacaceres.wordpress.com

A epidemia de zika, que colocou o país em emergência de saúde, reabriu o debate sobre as possibilidades de aborto. Essa discussão, que já ocorre no Judiciário, deve chegar ao Congresso Nacional. A deputada Maria do Rosário (PT-RS), favorável a uma legislação mais ampla sobre o aborto, se opõe à proposta de autorizar por via judicial o aborto de fetos com suspeita de microcefalia. A ideia foi levantada pela organização não governamental feminista Anis — Instituto de Bioética. A ONG, autora da ação que autorizou, via Supremo Tribunal Federal (STF), a interrupção da gestação de fetos anencéfalos, em 2012, pretende conseguir o mesmo, novamente pelo STF, para suspeitas de microcefalia.

A solicitação terá três eixos. Primeiramente, o grupo refuta o posicionamento do ministro da Saúde, Marcelo Castro, repetido pela presidente Dilma Rousseff ontem, de que a batalha contra o Aedes aegypti está sendo perdida. “Essa não é uma guerra para ser perdida. Nunca. Não só porque já a vencemos antes, mas porque precisamos vencê-la novamente”, afirmou a antropóloga. “O segundo é que, enquanto vivemos a epidemia do zika, um amplo pacote de proteções em saúde sexual e reprodutiva precisa ser garantido às mulheres”, defende, citando como exemplos a oferta de métodos contraceptivos, o diagnóstico precoce da microcefalia e, para as mulheres que assim optarem, a interrupção da gravidez.

Débora Diniz classifica o argumento da eugenia como “um ato de má-fé”, já que as escolhas reprodutivas individuais de cada mulher não refletem uma política. “Eugenia é uma política de extermínio de um estado totalitário e opressor como foi o nazista. Não há nada semelhante em curso aqui: estamos diante de uma epidemia causada por negligência do Estado, em que o aborto é uma escolha. E, no caso da ação, uma pequena peça de uma arquitetura mais ampla de proteções sociais e fundamentais”. Já deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ), que se diz contra o aborto “por essência”, defende o direito de escolha somente nos casos de estupro e nos em que não há possibilidade de vida fora do útero. “Entretanto, esse não é o caso da microcefalia”, afirma. “Por outro lado, entendo a agonia das mães, que esperam um filho totalmente saudável. A vida da criança vai ser diferente e os pais ficam preocupados”, pondera.

Sabe-se que o Sistema Nervoso do ser humano é o último a se totalizar em sua formação. A partir do 18° dia, até anos depois que o bebê nasce, esse sistema ainda pode se desenvolver. Sendo assim, o caso do aborto nessas situações não podem ser toleradas. É assassinato. Para a mãe descobrir a má-formação, é necessário que o feto esteja relativamente desenvolvido, com meses de existência, ou seja, já existe outra vida sendo carregada dentro dela e a mesma não tem direito algum sobre essa. É válido lembrar que as mães que não desejarem cuidar crianças portadoras dessa deficiência não são obrigadas a isso. O sistema tutelar está a suas disposições. Os bebês podem ser encaminhados para a adoção e nenhuma vida ser perdida devido a uma fatalidade que pode ocorrer com qualquer um.

Confira notícia original: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/brasil/2016/01/30/interna_brasil,624571/microcefalia-reabre-debate-sobre-o-aborto.shtml

Estudante de Engenharia Mecânica e de Produção, Formado em Redes de Computadores, Programação e Web, CEO da Alfa Network - Soluções Tecnológicas e WebMaster do Portal 724.
In : Brasil

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Nadelson Leite

                  Editor Chefe do Blog

   

Antenado aos fatos. Notícias sobre política, segurança publica, mundo e esportes. Amante do automobilismo, entretenimento, tecnologia, música, teatro, cinema, ciência e economia. O Brasil e o mundo visto por todos os lados e com grande personalidade. De olho no trânsito de nossas cidades e serviços em geral. Imparcialidade e compromisso com a verdade, sempre respeitando a tudo e a todos. Opinando muito, ácido por vezes. Assim sou eu, Nadelson Leite Costa, cidadão brasileiro, Bacharel em Direito, pela UNINASSAU, Policial Militar de Pernambuco, alocado no Batalhão de Radio Patrulhamento, Vice-Presidente da Associação de Cabos e Soldados do Estado de Pernambuco, e atualmente Pós-Graduando em Direito Público.

 

Contatos pelo e-mail: nadelsonleite@gmail.com

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